quarta-feira, 11 de novembro de 2009

VisaNet vira Cielo e entra na era da concorrência

Antecipando-se a mudanças regulatórias do governo para ampliar a concorrência no setor de cartões, a VisaNet anunciou nesta terça-feira que passará a se chamar Cielo, em meio à campanha para fazer-se conhecida como empresa multibandeiras.

"Quando o mercado passa por mudanças, temos que refazer as estratégias", disse o presidente da companhia, Rômulo de Mello Dias, a jornalistas.

O contrato de exclusividade para lojistas receberem cartões Visa, que dura desde o início das operações da companhia, há 13 anos, e que a ajudou a firmar-se na liderança do setor no país, vence em julho de 2010.

Visualizando um mercado com mais competidores --Redecard, hoje única credenciadora dos cartões MasterCard, e VisaNet detêm mais de 90 por cento do setor--, a empresa já se prepara para um cenário em que o fator decisivo de sobrevivência será a combinação de preço e serviços.

Nesse aspecto, a mudança de nome é parte da estratégia de desvincular-se da inevitável associação à marca Visa, uma vez que a credenciadora já se prepara para trabalhar com outras marcas.

Além de operar com 89 diferentes cartões de redes de varejo (private label), a companhia já opera com a marca American Express e pode nos próximos meses fazer o mesmo com a bandeira Dinners. De acordo com Dias, as tratativas com a MasterCard ainda não começaram.

"Ficaria inapropriado continuar usando o nome VisaNet", apontou Dias.

Em paralelo, a agora Cielo deve lançar em breve programas visando a fidelizar lojistas. Um deles, batizado de plataforma promocional, permitirá parcerias para oferecer prêmios e descontos a consumidores. O projeto entra em vigor gradualmente a partir de 2010.

"Temos que falar a linguagem do comércio", disse Eduardo Chedid, diretor de soluções em negócios da companhia.

Embora evite falar a respeito, a Cielo admite que terá de enfrentar a principal fonte de reclamações dos lojistas, o preço de uso dos terminais (POS).

De acordo com Dias, a taxa média cobrada dos lojistas gira em torno de 2,5 por cento do valor das compras pagas com cartões. Segundo ele, esse índice é pouco superior à taxa praticada nos Estados Unidos, de 1,9 por cento.

"Pode ser (que tenha de reduzir os preços). Tem de ver como o mercado vai se comportar", disse Dias. "Mas não é só preço, tem de ter soluções para os lojistas", acrescentou.

A campanha, que começa neste final de semana nas mídias impressa e eletrônica, contará futuramente com o campeão olímpico César Cielo como garoto-propaganda.

Fonte Reuters

1 comentários:

Alessandro disse...

A lei que permitiu que as operadores aceitassem todas as bandeiras de cartões de crédito acabou de entrar em vigor. Agora, com apenas uma "maquininha", o lojista poderá aceitar o pagamento de qualquer operadora, como Visa, Mastercard ou American Express. Isso está causando um alívio para nós lojistas, pois reduziu muito o transtorno logístico e financeiro de termos que usar diversas coletoras, para cada operadora de cartão.
Agora, resta essa lei ser expandida para as operações sem uso de máquina. Nossa loja virtual, que trabalha com
baterias de notebook, assim como todas as lojas parceiras, seria muito beneficiada, pois passaríamos aceitar todos os tipos de cartão, apenas com um cadastro, em uma operadora. Fica a dica!

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